Enel Rio irá fiscalizar fiação de telecomunicação dos postes

Data: 17/10/2018 - 14:22

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A partir deste mês, a Enel Distribuição Rio irá realizar uma fiscalização da fiação de telecomunicação dos postes da sua área de concessão. O objetivo é regularizar toda a estrutura da fiação dos postes e retirar a fiação e equipamentos que se encontram irregulares.

A medida está em conformidade com as resoluções conjuntas da Aneel/Anatel 001/1999 e 004/2014, que trata do compartilhamento de postes, e indica que as empresas devem seguir o plano de ocupação e as normas técnicas da distribuidora local. O compartilhamento é o uso conjunto de uma infraestrutura da rede de distribuição aérea com as instalações das redes de telecomunicações, com a gestão sendo do titular do poste e o serviço acontecendo por meio de aluguel.

De acordo com as normas técnicas da distribuidora, podem ser feitas 6 ligações em um poste: 4 de empresas de telecomunicações, 1 da Enel e 1 do Governo do Estado, e a distância mínima para a fiação de baixa tensão em via urbana, entre a rede elétrica e de telecomunicação, é de 6 metros.

Em estudo recente da companhia, foi identificado o não cumprimento dessas normas e uma sobrecarga aos postes da distribuidora, prejudicando a qualidade do fornecimento de energia e comprometendo a segurança dos clientes. Nesse levantamento foi identificado que existem cerca de 390 mil cabos e 1.322 postes irregulares.

A Enel pretende realizar cerca de 400 regularizações e 2 mil fiscalizações por mês, com emissões de notificação. Para a regularização, as empresas precisam apresentar um projeto de compartilhamento de postes, ter a disponibilidade na rede e ter a autorização da Anatel.

Segundo Carlos Falconiere, responsável pela área de Grandes Clientes da Enel, a iniciativa pretende reduzir a poluição visual da rede no estado e os riscos de acidentes envolvendo cabos soltos de telefonia. As empresas de telecomunicações foram previamente notificadas sobre a ação e as normas técnicas da companhia para uso e compartilhamento dos postes.

Fonte: Canal Energia