Governo autoriza troca de geração de termelétricas por energia importada da Argentina e do Uruguai

Data: 20/08/2018 - 10:26

 

 

22.09.2009, Jaenschwalde, Cottbus, Brandenburg, Germany. Luftaufnahme des Braunkohlekraftwerks Jaenschwalde in der Lausitz. Das Kraftwerk wird von der Vattenfall AG betrieben und ist gemessen an seiner Leistung das zweitgroesste Deutschlands. Brown coal power plant Jaenschwalde near Cottbus. This power plant is operated by Vattenfall AG and the second largest in Germany. © Bente Stachowske/Greenpeace *** Local Caption ***

O Ministério de Minas e Energia publicou nesta sexta-feira (17) no “Diário Oficial da União” uma portaria que permite a importação de energia da Argentina e do Uruguai para substituir energia gerada por termelétricas.

A portaria autoriza a importação de energia entre 1º de janeiro de 2019 a 31 de dezembro de 2022.

Segundo o ministério, o objetivo é aproveitar energia mais barata, o que, de acordo com a pasta, levará ao barateamento da conta de energia dos consumidores.

“A medida permite a substituição de geração térmica por energia fornecida pela Argentina ou pelo Uruguai quando essa estiver mais barata que a ofertada pelo mercado brasileiro”, afirmou o ministério em nota.

Na prática, o governo vai autorizar a importação de energia desses dois países para substituir geração de termelétrica sempre que essa importação custar menos do que a geração de térmicas.

Energia complementar

A geração de energia elétrica no Brasil é feita de forma complementar por usinas eólicas, solares e termelétricas.

Em geral, as usinas térmicas geram uma energia mais cara, principalmente aquelas que utilizam combustíveis fósseis como carvão, gás natural e óleo diesel.

Algumas dessas usinas térmicas mais caras são acionadas quando é preciso complementar geração, principalmente em épocas de poucas chuvas em que é preciso preservar o nível dos reservatórios das hidrelétricas.

Bandeiras tarifárias

A utilização de termelétricas provoca reflexos na conta dos consumidores de energia.

Existe, no Brasil, um regime de bandeiras tarifárias, pelo qual o valor da conta de luz pode variar a cada mês, dentro de um patamar pré-estabelecido, conforme a necessidade de ligar as usinas térmicas, que produzem energia mais cara.

Fonte: UDOP