Qual o impacto do PLD na sua vida?

Data: 08/02/2019 - 9:09

Muito se fala quando está no período de estiagem que o PLD está no teto e quando não para de chover o PLD está no piso. Mas o que significa isso e qual o impacto disso?

O PLD, que é sigla para Preço de Liquidação das Diferenças, tem seus preços determinados semanalmente, divididos em três patamares de carga e definido para cada submercado do sistema elétrico brasileiro. Estes preços servirão para liquidar toda energia não contratada entre os agentes no MCP (Mercado de Curto Prazo).

Além da serventia mencionada anteriormente, no mercado de energia o PLD é um parâmetro para a compra e venda de energia, onde compradores buscam energia abaixo do PLD e vendedores buscam a energia acima do PLD. Os compradores e vendedores são os agentes da CCEE, que são empresas distribuidoras, geradoras e comercializadoras de energia, além de consumidores livres e consumidores especiais.

Então os impactos negativos para os agentes podem ser: para as distribuidoras a exposição negativa (compra de energia mais cara) que reflete na sua saúde financeira e na conta bandeira que penaliza os consumidores cativos. Já para os consumidores livres e especiais o insumo energia elétrica caro impacta nos custos de toda sua cadeia, como produção e prestação de serviço, que prejudica sua competitividade no mercado. E para os geradores o impacto negativo é vender energia mais barata que impacta na viabilidade do projeto.

Já o impacto positivo, que é obviamente o contrário do negativo, as distribuidoras que compram energia mais barata têm melhor performance e podem ter tarifas de energia elétrica mais barata para seus consumidores, os consumidores livres e especiais tem menores custos e são mais competitivos e os geradores melhoram o retorno financeiro esperado do projeto. Portanto, conhecer o PLD é importante para a estratégia das empresas, para evitarem perdas e terem maiores ganhos.

A seguir apresenta-se um pouco do “tecniqués” para entender rapidamente o PLD:

A base de cálculo do PLD é o CMO (Custo Marginal de Operações), o qual é determinado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) através dos modelos computacionais NEWAVE (médio prazo) e DECOMP (curto prazo). No caso do PLD apresenta as seguintes diferenças do CMO: é limitado por um preço mínimo e um preço máximo, não considera os dados de disponibilidade provenientes de unidades geradoras em fase de teste e não considera os dados de restrições operativas internas de cada submercado, assim tratando de forma igualitária a energia comercializada disponível para todos os pontos de consumo do submercado.

Os limites de preços do PLD são determinados pela ANEEL, de acordo com Resolução Normativa n° 633/14, tendo tais limites vigência anual e calculado no mês de dezembro de cada ano. O valor mínimo do PLD tem como base no maior valor entre as seguintes condições:

i)  o calculado com base na RAG (Receita Anual de Geração) das usinas hidrelétricas em regime de cotas, nos termos da Lei nº 12.783/2013 (conversão da MP n° 579/2012), excluídos os valores relacionados à remuneração e reintegração de investimentos, e adicionada a estimativa de CFURH (Compensação Financeira pelo Uso dos Recursos Hídricos);

ii)  as estimativas dos custos de geração da usina de Itaipu para o ano seguinte, fornecidas pela Itaipu Binacional para fins de reajustes e/ou revisões tarifárias.

O máximo valor de PLD é calculado com base no CVU (Custo Variável Unitário) mais elevado de uma UTE em operação comercial, a gás natural, contratada por meio de CCEAR, definido no PMO de dezembro e será aplicado entre a primeira e última semana operativa do ano subsequente, para todos os submercados.

Além dos fatores mencionados acima que limitam o teto e o piso, os parâmetros que compõem o valor do PLD são: a EAR (Energia Armazenada), constituído pela água armazenada nos reservatórios das hidrelétricas; a ENA (Energia Natural Afluente), composto por vazões naturais e as produtibilidades dos aproveitamentos; previsão de carga; limites de intercâmbio entre submercados; cronogramas de expansão e manutenção; e os modelos matemáticos NEWAVE e DECOMP.

Com o entendimento da importância do PLD, conhecendo os impactos e funcionamento, a gestão da energia elétrica é importante para a estratégia dos agentes. Assim a Vetorlog oferece aos seus clientes ferramentas que contribuem com a gestão da sua energia.